Terra está se aproximando de novo recorde de calor; Amazônia pode ser castigada

Há 86% de probabilidade de que pelo menos um dos anos entre 2026 e 2030 supere 2024 como o mais quente já registrado, segundo a agência meteorológica da ONU.

A Organização Meteorológica Mundial (OMM), agência da ONU, divulgou um relatório que aponta uma alta probabilidade de que o planeta registre um novo recorde de temperatura antes de 2030.

Produzido pelo Serviço Meteorológico do Reino Unido para a OMM e citado pelo jornal britânico The Guardian nesta quinta-feira (28), o documento estima em 86% a chance de que pelo menos um dos anos entre 2026 e 2030 supere 2024 como o mais quente já registrado. 

O relatório também aponta 75% de probabilidade de que a temperatura média global nos próximos cinco anos fique mais de 1,5°C acima dos níveis pré-industriais.

A onda de calor que atinge a Europa é apontada como um exemplo dos efeitos do aumento contínuo das emissões de dióxido de carbono. Simon Stiell, chefe da área climática da ONU, classificou o cenário como um "lembrete brutal" da crise climática, que, segundo ele, já provoca uma morte por minuto em razão do calor extremo, além de gerar elevados custos humanos e econômicos.

A expectativa é que as temperaturas globais continuem em trajetória de alta com a possível formação do El Niño no fim do ano.

Segundo a Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), há 96% de probabilidade de que o fenômeno se desenvolva entre dezembro de 2026 e fevereiro de 2027. A chance de que ele alcance a categoria de Super El Niño é estimada em 35%.

Previsão de chuvas e secas

O relatório também traz projeções sobre o regime de chuvas. Entre maio e setembro dos próximos cinco anos, regiões do norte da Europa, do Sahel, do Alasca e da Sibéria poderão registrar precipitações acima da média.

Já a Amazônia tende a enfrentar condições mais secas do que o normal, aumentando os riscos de queimadas,.