O líder do regime ucraniano, Vladimir Zelensky, criticou na quinta-feira (28) seus aliados ocidentais por não apoiarem sua proposta de que a Ucrânia produza mísseis balísticos e antibalísticos, e considera que a rejeição se deve ao temor de que Kiev seja um concorrente muito forte nesse campo.
"Estou defendendo essa ideia, o que é muito difícil porque ninguém quer concorrentes fortes. Promovo constantemente a ideia de mísseis balísticos e antibalísticos ucranianos. A Rússia não é a única que se opõe. A Rússia se opõe por razões óbvias, e não é só a Rússia que se opõe por razões óbvias. As razões estão relacionadas a interesses comerciais e de concorrência", afirmou.
Zelensky afirmou que continuará a promover a ideia. Segundo ele, a Suécia já teria concordado em participar da criação de um sistema europeu de defesa antimíssil balístico juntamente com a Ucrânia, mas ainda são necessários mais parceiros.
"Durante o verão, em diversos formatos de encontro, promoveremos e impulsionaremos essa ideia e começaremos a trabalhar para superar esse desafio balístico tão complexo", declarou.
Apoio financeiro e corrupção
Enquanto Zelensky critica seus aliados por sua relutância em apoiar sua ideia de produzir mísseis, Ucrânia depende de ajuda financeira de países ocidentais e usa as armas que estes fornecem. Portanto, o financiamento para a produção de mísseis na Ucrânia também recairia sobre os aliados.
A situação é agravada pelo crescente escândalo de corrupção em Kiev, que envolveu o círculo íntimo de Zelensky, incluindo seu ex-braço direito, Andrey Yermak.
Mas o líder do regime ucraniano prefere ignorar esse panorama e no início de maio anunciou que Armas excedentes da Ucrânia serão usadas para exportação, apesar de grande parte das armas possuídas pelo exército de Kiev provir de ajuda militar ou financiamento Ocidental.