Irã à ONU: EUA têm responsabilidade direta pelas tensões no Estreito de Ormuz

O representante de Teerã na ONU pediu ao Conselho de segurança que "tome uma posição firme" e condene as ações ilegais de Washington.

Representante permanente do Irã na ONU Amir Saeid Iravaniafirmou na quinta-feira (29) em reunião do Conselho de Segurança que os EUA são responsáveis pelas atuais tensões marítimas e ações ilegais no Estreito de Ormuz.

« ENTENDA PORQUE O ESTREITO DE ORMUZ É A VERDADEIRA ARMA DO IRÃ EM NOSSO ARTIGO »

"Sejamos claros: a responsabilidade por qualquer interrupção, obstrução ou outra interferência de navegação no Golfo Pérsico, no Golfo de Omã e no Estreito de Ormuz recai diretamente sobre os agressores — os Estados Unidos e seus aliados —, cujas ações ilegais e desestabilizadoras exacerbaram as tensões e colocaram em risco a segurança marítima e a liberdade de navegação", afirmou. 

Atos ilícitos dos Estados Unidos

A guerra contra o Irã iniciada pelos EUA e Israel perturbou "a segurança marítima e a liberdade de navegação, e ameaçou a paz e a segurança regionais e internacionais", afirmou o diplomata. As ações dos EUA violam o direito internacional, constituem "um crime de pirataria e equivalem a atos de agressão", conforme definido em uma resolução da Assembleia Geral da ONU de 1974, afirmou.

Iravani acusou Washington e seus aliados da militarização do Estreito de Ormuz, que "tem sido cada vez mais usado para apoiar ataques militares na região, incluindo a transferência de equipamentos militares destinados a ações hostis contra o Irã". Ele acrescentou que os EUA também continuaram "com seus atos ilegais em nível internacional, impondo um suposto bloqueio marítimo, apreendendo ilegalmente navios mercantes iranianos e detendo suas tripulações". 

O diplomata instou o Conselho de segurança a "tomar uma posição firme condenando [as ações ilegais dos EUA], garantindo total responsabilidade e exigindo a libertação imediata e incondicional dos navios e de suas tripulações". Ele também ressaltou que "o Irã, como principal país costeiro do Estreito, já tomou "medidas necessárias e práticas, de acordo com o direito internacional, para lidar com ameaças emergentes à navegação segura, para manter a passagem contínua dos navios e evitar o mau uso desta via marítima vital para fins hostis ou militares."