Guatemala desmente 'acordo' com EUA para realizar operações militares em seu território

No entanto, eles afirmam que foi enviada uma nota ao secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, solicitando "cooperação".

O governo da Guatemala negou nesta quinta-feira (28) a existência de um acordo com os EUA para realizar operações militares conjuntas em seu território.

"Não existe nenhum acordo que autorize operações militares estrangeiras de qualquer país em território nacional", afirma um comunicado do governo guatemalteco.

No entanto, o mesmo documento informa que o ministro da Defesa da Guatemala, Henry Sáenz, enviou uma nota ao secretário da Guerra dos EUA, Pete Hegseth, para "solicitar a cooperação americana em operações lideradas pelas forças de segurança guatemaltecas contra organizações do narcotráfico".

Segundo o texto, a iniciativa faz parte de uma estratégia em vigor desde 2024 e também está inserida nos acordos bilaterais já existentes sobre o tema. O comunicado acrescenta que a medida está em conformidade com a Constituição e com as leis do país no que se refere a acordos de cooperação em segurança civil ou militar.

Além disso, o comunicado informa que o presidente da Guatemala, Bernardo Arévalo, e os ministros da Defesa e das Relações Exteriores mantiveram uma conversa telefônica com Hegseth, "confirmando os termos da cooperação que ampara a solicitação".

A publicação

O governo da Guatemala se pronunciou após o The New York Times publicar que o país centro-americano havia concordado em realizar operações militares conjuntas com os EUA em seu território para atacar grupos de narcotraficantes.

Segundo o jornal, Arévalo teria acertado com Hegseth a realização de ataques aéreos e outras ações militares contra redes criminosas.

A medida ocorreria no contexto da estratégia do governo Trump de ampliar sua campanha antidrogas na América Latina por meio de uma maior cooperação militar regional.