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'A IA não substituirá o ser humano', defende Lukashenko

Presidente de Belarus apresentou uma visão otimista sobre as novas tecnologias aplicadas ao mundo do trabalho. "Ajuda a ampliar as competências e capacidades".
'A IA não substituirá o ser humano', defende LukashenkoDivulgação/BelTA

O presidente de Belarus, Alexander Lukashenko, afirmou nesta quinta-feira (28) que o desenvolvimento da inteligência artificial (IA) não significa o desemprego em massa, mas sim a automação de maçantes e arriscadas. 

Em uma visão otimista, o belarusso destacou que as novas tecnologias podem ajudar os trabalhadores. "Ela ajuda a ampliar as competências e capacidades de engenheiros, tecnólogos, agrônomos, cientistas e funcionários públicos", declarou.

"A inteligência artificial não substituirá os humanos, mas os livrará de tarefas rotineiras e perigosas", complementou, conforme divulgado pela agência estatal BelTA. A declaração foi feita durante o 5º Fórum Econômico Eurasiático, realizado em Astana.

IA e produtividade

Lukashenko citou áreas da economia que já utilizam tecnologias de IA, incluindo engenharia mecânica, metalurgia, produção agrícola, indústria de laticínios e medicina.

Segundo ele, plataformas digitais nacionais também vêm sendo desenvolvidas em setores como transporte, logística, comércio e administração pública.

O presidente afirmou que a estratégia de Belarus para a inteligência artificial se apoia em dois princípios; uso prático da tecnologia e desenvolvimento de soluções nacionais próprias.

"Para nós, a inteligência artificial não é um fim em si mesma, nem uma moda passageira", disse. "É uma ferramenta prática que deve realmente beneficiar as pessoas e a produção", completou.

Uso indiscriminado

Embora tenha apresentado uma visão de que é possível conciliar trabalho, produtividade e tecnologia, o mandatário belarusso criticou o uso de IA sem planejamento em diferentes setores.

"Tornou-se uma grande tendência, e estamos implementando a inteligência artificial de forma indiscriminada, onde é necessária e onde não é", afirmou.

Para evitar o impacto disso no dia a dia dos cidadãos, Lukashenko defendeu mecanismos técnicos e jurídicos para combater "crimes digitais, roubo de dados, fraudes cibernéticas e desinformação".