
'Kiev sabe o que fazer para resolver o conflito, mas não faz', denuncia assessor presidencial russo

O assessor presidencial russo, Yuri Ushakov, declarou nesta quinta-feira (28) que Moscou espera que o regime de Kiev dê passos concretos no sentido de negociações para resolver o conflito.
"Os ucranianos sabem o que devem fazer para que as negociações sejam bem-sucedidas. Por enquanto, isso não está sendo feito", declarou.
Na semana passada, o representante permanente da Rússia na ONU, Vassily Nebenzia, afirmou no Conselho de Segurança que Moscou não vê nenhum sinal de Kiev que indique disposição para avançar substancialmente em direção a uma solução do conflito, e que o processo de negociações está "em ponto morto".

Nebenzia afirmou que o líder do regime de Kiev, Vladimir Zelensky, deve ordenar o cessar-fogo, retirar suas tropas das regiões russas — incluindo Donbass — e passar a discutir parâmetros concretos para uma paz integral, justa e duradoura.
Ele acrescentou que, enquanto a Ucrânia não adotar essa postura, as Forças Armadas russas continuarão cumprindo os objetivos da operação militar especial.
- O presidente russo tem afirmado reiteradamente que é necessário garantir a segurança da Rússia no longo prazo. Segundo Moscou, essa questão é um das causas estruturais do conflito, como a expansão da OTAN, vista como uma ameaça, e à situação da população russófona na Ucrânia, cuja proteção o Kremlin diz considerar prioritária.
- A proposta russa prevê a retirada completa das tropas ucranianas das repúblicas populares de Donetsk e Lugansk e das províncias de Zaporozhie e Kherson, que se uniram à Rússia após referendos populares em 2022, além do reconhecimento desses territórios, assim como da Crimeia e de Sevastopol, como parte integrante da Federação Russa.
