A Federação Internacional de Esporte Universitário (FISU) anunciou na terça-feira (26) o fim das restrições para atletas da Rússia e de Belarus em suas competições. A decisão permite que os estudantes russos participem de eventos em todas as modalidades sob status neutro, exceto naqueles casos em que federações específicas já tenham levantado as sanções, permitindo o uso de bandeira e hino nacionais.
A medida vem após uma recomendação do Comitê Olímpico Internacional (COI), que sugeriu que jovens atletas não devem ser penalizados pelas ações de seus governos. "O COI não suspendeu as restrições impostas aos atletas russos da categoria sênior, mas recomenda que os atletas jovens não sejam responsabilizados pelas ações de seus governos", explicou a FISU.
A FISU justificou a mudança afirmando que a exclusão de estudantes russos baseada apenas na nacionalidade seria desproporcional e incoerente com sua missão educativa. Já para os atletas de Belarus, o retorno será pleno e imediato.
A decisão se soma a uma série de liberações recentes. Desde o início das sanções impostas após a escalada do conflito com a Ucrânia em 2022, federações de esportes como judô, boxe, taekwondo, muay thai e artes marciais mistas já haviam readmitido atletas russos sem restrições. Também foi liberada a participação para categorias de base, federações de halterofilismo, esgrima, vôlei e triatlo.
Apesar da tendência, a realidade demonstra o abismo entre a declaração e os mecanismos administrativos de alguns organizadores de eventos esportivos. Na quarta-feira (27), foi noticiado que as ginastas rítmicas da Rússia na modalidade de conjunto não poderão competir na Copa da Europa Júnior de 2026 devido a trâmites administrativos que não foram concluídos dentro do prazo.