
EUA podem levar até 5 anos para repor armas usadas contra o Irã

Um estudo acendeu o alerta sobre a capacidade militar dos EUA após a guerra contra o Irã. Segundo a análise divulgada nesta quarta-feira (27), o país pode levar anos para recompor estoques de armas avançadas utilizados intensamente no conflito, abrindo uma "janela de vulnerabilidade".
A atenção se dá, particularmente, em caso de confronto futuro com a China, de acordo com a agência AP. "Leva anos para expandir a capacidade de produção e fabricar sistemas complexos", afirmam os pesquisadores.

O relatório do Center for Strategic and International Studies (CSIS) aponta que sistemas considerados estratégicos — como os mísseis de cruzeiro Tomahawk, além dos interceptadores Patriot e THAAD — tiveram seus estoques significativamente reduzidos.
De acordo com o estudo, a reposição completa pode demorar entre três e cinco anos, dependendo do armamento e da capacidade industrial das fabricantes norte-americanas.
Os pesquisadores afirmam que os EUA dispararam mais de mil mísseis Tomahawk contra alvos iranianos. Mesmo com investimentos acelerados, a produção anual ainda seria insuficiente para recompor rapidamente os arsenais.
A previsão do CSIS é que o nível pré-guerra desses mísseis só seja restaurado por volta de 2030.
O estudo também destaca o impacto sobre os sistemas de defesa aérea. Segundo a análise, a reposição de até 290 interceptadores THAAD utilizados contra drones e mísseis iranianos pode levar até o fim de 2029.
Assim como os mais de mil interceptadores Patriot empregados no conflito também devem ser recompostos apenas em meados de 2029.
