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'Chineses estão combatendo o ebola ombro a ombro com nossos irmãos africanos', afirma Pequim

Chancelaria chinesa destacou que está pronta para aumentar o envio de profissionais à África para combater o surto do vírus mortal.
'Chineses estão combatendo o ebola ombro a ombro com nossos irmãos africanos', afirma PequimGettyimages.ru / Michel Lunanga

Pequim afirmou nesta quarta-feira (27) que médicos e equipes chinesas estão atuando "ombro a ombro" com países africanos no combate ao surto de ebola que atinge atualmente a República Democrática do Congo (RDC) e outros países africanos.

A declaração foi feita pelo ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, durante reunião do Conselho de Segurança da ONU sobre fortalecimento do sistema internacional e defesa da Carta das Nações Unidas.

"No momento em que falamos, equipes médicas chinesas estão no terreno combatendo a doença", reforçou Yi. Segundo o chanceler chinês, Pequim está preparada para ampliar a ajuda humanitária e sanitária à RDC e também a Uganda diante do avanço do surto.

Cooperação do Sul Global

Yi relembrou ainda a atuação chinesa durante a crise sanitária de 2015 na África Ocidental, quando a China enviou apoio médico e logístico a países afetados pela doença. De acordo com ele, a cooperação sanitária integra a estratégia chinesa de fortalecimento do Sul Global e do multilateralismo.

O ministro afirmou que, ao longo dos últimos anos, a China mobilizou mais de US$ 23 bilhões (aproximadamente R$ 117 bilhões) em projetos ligados à Iniciativa de Desenvolvimento Global, incluindo programas de capacitação e cooperação em áreas como saúde pública, infraestrutura e combate à pobreza.

'Ventos contrários'

Durante o discurso na ONU, Wang Yi também defendeu maior protagonismo dos países em desenvolvimento na governança internacional e criticou os "ventos contrários ao multilateralismo".