O CEO do Meta*, Mark Zuckerberg, defendeu em reunião interna no dia 30 de abril o monitoramento de funcionários e o rastreamento da atividade de dispositivos para treinar modelos de inteligência artificial (IA), revelou recentemente um áudio vazado obtido pela agência More Perfect Union.
Em áudio, Zuckerberg afirma que a coleta de teclas digitadas, cliques do mouse e capturas de tela permitirá que a empresa crie sistemas superiores aos concorrentes.
"Estamos usando isso para alimentar o modelo de IA com conteúdo. A ideia é que ele aprenda como pessoas inteligentes usam computadores para realizar tarefas", afirmou Zuckerberg, segundo a gravação. Ele argumentou que os engenheiros do Meta são mais qualificados que prestadores terceirizados, o que torna os dados internos mais valiosos para o treinamento.
No entanto, o CEO negou que qualquer um desses dados tivesse sido usado "para vigilância, monitoramento de desempenho ou qualquer coisa do tipo".
A ferramenta de monitoramento, chamada Model Capability Initiative (MCI), foi anunciada no mesmo dia em que o Meta confirmou um corte de 8 mil empregos. Funcionários na Europa estão excluídos do programa devido à legislação de proteção de dados, segundo a imprensa.
*Classificada na Rússia como uma organização extremista, cujas redes sociais são proibidas em seu território.