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FMI e Banco Mundial financiam crimes de Kiev em vez de apoiar nações com necessidades reais, diz Rússia

A porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia afirmou que as instituições financeiras agem contra suas próprias normas, sabendo que o regime ucraniano não tem condições de pagar nenhum desses empréstimos.
FMI e Banco Mundial financiam crimes de Kiev em vez de apoiar nações com necessidades reais, diz RússiaGettyimages.ru / Thierry Monasse

O Fundo Monetário Internacional (FMI) e o Banco Mundial estão agindo contra suas próprias normas ao injetar dinheiro no regime ucraniano, apesar de todos saberem que Kiev não tem condições de pagar nenhum desses empréstimos, declarou nesta terça-feira a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da Rússia.

"Não me refiro às suas conotações terroristas nem ao seu caráter criminoso, mas sim ao fato de que, mesmo do ponto de vista dos indicadores econômicos — que sempre foram o foco de atenção dessas instituições financeiras —, esse dinheiro vai pelo ralo, para o vazio, e nunca mais voltará, sem falar que nunca dará frutos", disse Maria Zakharova durante sua intervenção no I Fórum Internacional de Segurança, que está sendo realizado nestes dias na província de Moscou.

A porta-voz destacou que a Ucrânia recebeu e tem a promessa de um total de 23,7 bilhões de dólares em financiamento apenas do FMI desde 2022, o que representa, segundo ela, 877% da cota do país. Ao mesmo tempo, o regime de Kiev obteve mais de 70 bilhões de dólares por meio do Banco Mundial, acrescentou Zakharova, observando que, em 2025, foi registrado o maior volume anual de ajuda externa recebida pela Ucrânia na história do monitoramento oficial da assistência ao desenvolvimento.

"Uma parte significativa desses fundos é destinada diretamente às necessidades militares e aos crimes terroristas da junta militar de Kiev. Tudo isso é disfarçado de ajuda econômica", denunciou.

Financiar os crimes de Kiev em vez de ajudar nações com necessidades reais

Nesse contexto, a porta-voz destacou que "esses valores superam o apoio anual concedido a todos os países da África Subsaariana", acrescentando que, se esse dinheiro tivesse sido destinado especificamente às necessidades das nações em desenvolvimento, teria produzido resultados concretos. "Não teria sido usado para massacres nacionalistas nem para discriminação racial; teria sido destinado ao desenvolvimento", continuou ela.

A diplomata chamou a atenção para a situação das nações com necessidades reais, para as quais esses fundos seriam "um recurso vital, um recurso vital para o desenvolvimento". "Os países necessitados recebem empréstimos de valores significativamente menores e, o que é mais alarmante, em condições absolutamente abusivas", criticou.

Zakharova criticou que as atitudes tendenciosas das agências de classificação obrigam os países a se endividarem a taxas três ou até quatro vezes superiores às cobradas dos países ocidentais.

"Eles acumulam dívidas e gastam enormes quantias de dinheiro não em seu próprio desenvolvimento nem na superação de seus problemas, mas exclusivamente no pagamento de suas dívidas, valores que chegam a metade de seus orçamentos ou até mais. Muitos países do Sul Global e do Leste são obrigados a gastar dinheiro em energia, alimentos e fertilizantes em detrimento de projetos de desenvolvimento de longo prazo", concluiu a porta-voz.