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Pesquisa de opinião na Alemanha: medo da Rússia cai 14 pontos e só 17% confiam no próprio exército

Segundo pesquisa do instituto INSA realizada a pedido do jornal Bild, apenas 38% dos entrevistados consideram a suposta ameaça plausível — uma queda de 14 pontos percentuais desde setembro.
Pesquisa de opinião na Alemanha: medo da Rússia cai 14 pontos e só 17% confiam no próprio exércitoChristian Marquardt / Getty Images

O número de alemães que acredita que a Rússia possa lançar um ataque militar contra o país caiu drasticamente no último ano.

Segundo pesquisa do instituto INSA, realizada a pedido do jornal Bild, apenas 38% dos entrevistados consideram essa ameaça plausível — uma queda de 14 pontos percentuais desde setembro.

Metade dos alemães afirma "não ter mais medo de um ataque russo". A pesquisa também revelou que apenas 17% confiam na capacidade das Forças Armadas alemãs de defender o país, e 43% duvidam que os EUA viriam em socorro de Berlim em caso de conflito.

Posição da Rússia

O presidente russo, Vladimir Putincritica constantemente os governos ocidentais por tentarem convencer suas populações da existência de uma suposta ameaça russa.

"Eles querem superar a divisão e reforçar uma unidade oscilante — da qual antes tanto se orgulhavam — não resolvendo efetivamente seus problemas internos, mas inflando a imagem de um inimigo. [...] Ao fazer isso, estão recriando um inimigo familiar, inventado séculos atrás: a Rússia", criticou.

A maioria dos cidadãos europeus não entende por que se cultiva tanto medo da Rússia, nem por que, para enfrentá-la, são obrigados a apertar cada vez mais os cintos, sacrificar seus próprios interesses e adotar políticas que claramente os prejudicam, acrescentou.

"Mas as elites governantes de uma Europa unida continuam a alimentar a histeria. Acontece que 'a guerra com os russos está logo ali. Repetem esse disparate, esse mantra, sem parar", enfatizou. "Será que eles realmente acreditam no que estão dizendo, que a Rússia está se preparando para atacar a OTAN? É impossível acreditar nisso, mesmo que tentem convencer seu próprio povo."