O deputado federal Mário Frias (PL-SP) afirmou nesta segunda-feira (25) que não utilizou recursos de emendas parlamentares para financiar o filme "Dark Horse" que retrata a trajetória política do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A declaração foi enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF), onde o parlamentar passou a ser alvo de uma investigação preliminar relacionada ao repasse de R$ 2 milhões ao Instituto Conhecer Brasil.
A apuração envolve suspeitas de desvio de finalidade no uso dos recursos públicos. A ONG beneficiada possui ligação com a produtora Go Up Entertainment, responsável pelo longa "Dark Horse".
Defesa apresentada
Na manifestação enviada ao ministro Flávio Dino, relator do caso, Frias afirmou que as acusações não possuem provas e classificou as suspeitas como "difamatórias".
Segundo ele, os valores foram destinados a projetos de inclusão digital, empreendedorismo e esporte.
O parlamentar também citou pareceres técnicos da Câmara dos Deputados para sustentar que não houve irregularidade na destinação das emendas. De acordo com a defesa, os procedimentos seguiram as normas previstas para esse tipo de repasse.