A Rússia informou nesta segunda-feira (25) os Estados Unidos de que realizará ataques de represália contra a Ucrânia em resposta a atentados terroristas. A informação foi comunicada pelo ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, ao secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, durante uma conversa telefônica.
Mais cedo, o Ministério das Relações Exteriores da Rússia divulgou um comunicado denunciando os ataques terroristas do regime de Kiev contra a população civil russa e alertando cidadãos estrangeiros e residentes de Kiev que fará ataques de retaliação.
A chancelaria denunciou o ataque mortal ao dormitório estudantil em Starobelsk, acusando "a junta de Zelensky e seus patrocinadores ocidentais" de violar as Convenções de Genebra, que regulamentam a proteção de civis durante conflitos, e "demonstrar ao mundo inteiro o seu flagrante desrespeito pelo direito internacional humanitário".
"Tudo isso esgotou a paciência", afirmaram as autoridades, anunciando que as forças armadas da Rússia estão iniciando uma série de ataques contra instalações do complexo industrial-militar ucraniano em Kiev, incluindo fábricas de drones. "Os ataques visam tanto centros de tomada de decisão quanto postos de comando", especificaram.
A chancelaria russa alertou cidadãos estrangeiros, incluindo funcionários de missões diplomáticas e organizações internacionais, para que deixem a capital ucraniana "o mais rápido possível" e pediu aos residentes de Kiev para que evitem se aproximar de instalações de infraestrutura militar e administrativa do regime ucraniano.
- Na madrugada de 22 de maio, drones atingiram um prédio universitário e um dormitório estudantil. No momento do ataque, 86 jovens estariam no local. As autoridades afirmam que 21 pessoas morreram e mais de 60 ficaram feridas.
- No domingo (24), chegaram à República Popular de Lugansk representantes da imprensa de 19 países: Áustria, Brasil, Reino Unido, Hungria, Venezuela, Alemanha, Grécia, Espanha, Itália, Catar, China, Cuba, Líbano, Emirados Árabes Unidos, Paquistão, Estados Unidos, Turquia, Finlândia e França.
- Segundo a organização da viagem, Tóquio teria proibido a participação de jornalistas japoneses. A BBC informou ter recusado oficialmente o convite. Já a CNN estaria de férias.
- Em resposta a esses crimes, as Forças Armadas da Rússia realizam ataques contra alvos ligados ao complexo militar-industrial ucraniano, incluindo objetivos militares e instalações energéticas e de transporte.
Mais informações em breve.