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Sul Global: Lula defende aliança entre Brasil e países africanos

"Pensamento crítico caminha lado a lado com a luta anticolonial e o combate ao racismo", disse o presidente brasileiro em celebração ao Dia da África.
Sul Global: Lula defende aliança entre Brasil e países africanosRicardo Stuckert / PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (25), Dia da África, que o continente africano terá um papel central no futuro da governança global e defendeu o fortalecimento da cooperação no setor da educação entre Brasil e países africanos.

"A cooperação educacional entre países do Sul Global pode transformar a realidade", destacou o presidente.

Durante a abertura do 1º Fórum de Reitores Brasil-África, em Brasília, Lula destacou que o encontro reúne 70 reitores brasileiros e 64 africanos, de mais de 30 países. 

O presidente afirmou que "a África é juventude, inovação e diversidade" e disse que o continente possui "um horizonte de possibilidades extraordinárias". Ele lembrou que "até 2050, um em cada quatro habitantes do planeta será africano".

Ao defender o papel das universidades no caminho da parceria, Lula criticou o avanço da "extrema direita" contra instituições de ensino.

"A extrema direita não tolera a autonomia das universidades. Querem calar professores e estudantes e coibir a diversidade", declarou.

Pensamento crítico e 'colonialismo digital'

Segundo o presidente, "o pensamento crítico caminha lado a lado com a luta anticolonial e o combate ao racismo, à misoginia e à xenofobia". Lula também declarou que "as universidades seguirão como bastiões da resistência".

O presidente destacou programas de cooperação acadêmica com países africanos, como o CAPES-MOVE África, que criará 2,6 mil bolsas para estudantes africanos no Brasil. Lula também reforçou a ampliação do ensino à distância e da integração entre universidades dos países do Sul Global.

Ao abordar tecnologia e inteligência artificial, Lula alertou para o risco de "colonialismo digital". "Nas mãos de poucos países e poucas empresas, os algoritmos se transformaram em instrumentos de dominação", declarou, ao instar nações do Sul Global ao desenvolvimento conjunto.