O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmail Baghaei, afirmou nesta segunda-feira (25), durante uma coletiva de imprensa, que a gestão do Estreito de Ormuz não é abordada nas negociações com os EUA.
"Neste acordo, não há qualquer discussão sobre a gestão do Estreito de Ormuz. A administração dessa região é de competência dos países do Golfo", declarou.
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O porta-voz denunciou que a crise na rota marítima "foi consequência da ação ilegal dos EUA e do regime sionista", em referência à guerra desencadeada por Washington e Tel Aviv contra a República Islâmica em 28 de fevereiro.
Ormuz "deve servir a todos"
Baghaei acrescentou que o Irã e Omã estão trabalhando na elaboração de um "mecanismo eficaz" para garantir a navegação segura pelo Estreito de Ormuz.
O porta-voz observou ainda que muitos países, em contatos bilaterais com Teerã, expressaram sua preocupação com a situação, aumentando a responsabilidade do Irã como país do Golfo, já que deve cuidar de sua própria segurança e, ao mesmo tempo, levar em conta a preocupação da comunidade internacional.
"A razão pela qual o Irã e Omã buscam um mecanismo eficaz para garantir a segurança da navegação é precisamente esta: consideramos que essa rota deve servir a todos", explicou.
O porta-voz ressaltou que "todo país responsável vê com bons olhos a criação de um mecanismo confiável para a navegação marítima", destacando que o objetivo do mecanismo que está sendo desenvolvido em conjunto com Omã não é cobrar pedágios.
"Acho que é necessário ser preciso no uso das palavras: não buscamos cobrar pedágios. As medidas do Irã e de Omã para elaborar um protocolo que garanta o trânsito seguro dos navios são uma ação responsável. É natural que, nesse processo, os serviços prestados e a proteção do meio ambiente impliquem certos custos", explicou.