Uma funcionária da Meta* solicitou recentemente ser incluída na lista de demissões em massa da empresa, em meio à sua agressiva investida na área de inteligência artificial.
Após permanecer exatamente seis anos na Meta, mais tempo do que 80% dos funcionários, a designer de conteúdo Julie Bone explicou: "Esta não foi uma decisão impulsiva. Há muito tempo, as ambições da Meta e as minhas estavam em continentes diferentes". "Para ser precisa, pedi para ser incluída", acrescentou.
A profissional indicou que trata-se de um momento propício em sua vida pessoal e que, em parte, esperava preservar o cargo de alguém que desejasse permanecer na empresa. "Estou grata por meu pedido ter sido atendido", acrescentou.
Os comentários de Bone geraram um amplo debate na internet sobre a automação, a reestruturação do ambiente de trabalho e a crescente pressão que os funcionários enfrentam para se adaptar rapidamente aos fluxos de trabalho impulsionados pela inteligência artificial.
No seu último ano na empresa, Bone recebeu treinamento em IA, aprendendo a gerar códigos de maneira intuitiva para protótipos e correções que transformaram suas tarefas rotineiras, onde a inteligência artificial tornou-se a principal prioridade. "Não é tecnofobia dizer que nenhuma quantidade de treinamento em IA protegerá os trabalhadores sem uma ação coordenada", alertou.
*Classificada na Rússia como uma organização extremista, cujas redes sociais são proibidas em seu território.