A proposta da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) para que os países-membros destinem 0,25% do Produto Interno Bruto (PIB) à ajuda militar para a Ucrânia enfrentou resistência dentro da aliança. Segundo informou neste domingo (24) o jornal britânico The Telegraph, Reino Unido, França, Espanha, Itália e Canadá bloquearam a iniciativa.
O plano foi apresentado pelo secretário-geral da OTAN, Mark Rutte, que pretendia ratificar a medida durante a próxima cúpula anual da organização, em Ancara, na Turquia.
Na sexta-feira (22), Rutte reconheceu que a proposta não contará com apoio unânime.
De acordo com uma fonte da aliança citada pelo jornal, ao menos sete países-membros, que já destinam mais de 0,25% do PIB à assistência militar para Kiev, apoiaram a proposta. No entanto, decisões da OTAN exigem consenso entre os integrantes.
Divergências dentro da aliança
Ainda segundo a fonte ouvida pelo The Telegraph, os governos de Londres, Paris, Madri, Roma e Ottawa "não estão muito entusiasmados com a ideia". O jornal afirmou que a resistência representa um revés para a credibilidade do Reino Unido como um dos principais aliados da Ucrânia.
Em junho de 2025, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou que a OTAN financiaria "100%" do custo do armamento fornecido pelos EUA à Ucrânia.
O mecanismo ocorre por meio do programa PURL, no qual Washington vende armas a aliados europeus, que posteriormente encaminham os equipamentos ao governo ucraniano.
Moscou afirma repetidamente que o envio de armamentos ocidentais não altera o equilíbrio estratégico no campo de batalha. A Rússia também declarou que considera armas fornecidas à Ucrânia como alvos legítimos para suas forças militares.