O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou neste domingo (24) que as conversas com o Irã estão avançando de forma "ordenada e construtiva" e afirmou que a relação com Teerã "está se tornando muito mais profissional e produtiva".
"O bloqueio continuará em pleno vigor e efeito até que um acordo seja alcançado, certificado e assinado. As duas partes precisam levar o tempo necessário e fazer tudo da maneira certa. Não pode haver erros!", escreveu o republicano em sua plataforma, a Truth Social. Ele disse ainda que pediu a seus "representantes" que "não tenham pressa para fechar um acordo", porque, segundo ele, o tempo joga a seu favor.
Ao mesmo tempo, Trump criticou o acordo nuclear com o Irã firmado pelo ex-presidente Barack Obama, que classificou como "um dos piores acordos já assinados". "Era um caminho direto para o Irã desenvolver uma arma nuclear", acrescentou, reiterando que Teerã "não pode desenvolver nem obter uma arma ou bomba nuclear".
Trump também agradeceu "a todos os países do Oriente Médio" pelo apoio e pela cooperação e garantiu que essa parceria será fortalecida com a adesão deles aos Acordos de Abraão.
As autoridades iranianas, por sua vez, têm insistido que o programa nuclear do país tem fins exclusivamente pacíficos, como gerar energia, desenvolver a área da saúde e a agricultura, conservar alimentos e impulsionar a pesquisa científica, e que não tem objetivos militares.
- O presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou neste sábado (23) que, após uma ligação telefônica "muito boa" com diferentes chefes de Estado do Oriente Médio, um acordo de paz com o Irã estaria muito perto de se concretizar. "Neste momento, estão sendo discutidos os últimos pontos e detalhes do acordo, que será anunciado em breve. Além de muitos outros elementos do acordo, o Estreito de Ormuz será reaberto", escreveu o republicano em sua conta na Truth Social.
- Apesar disso, o presidente norte-americano não deixou de fazer ameaças ao país. No mesmo dia, afirmou que havia "50%" de chances de alcançar um acordo com o Irã ou, caso contrário, de "fazê-los voar pelos ares", retomando a guerra.