A RT divulgou com exclusividade imagens da tragédia ocorrida em um dormitório estudantil na República Popular de Lugansk, atacado na noite de quinta-feira (21) pelas forças de Kiev.
Fotos e vídeos mostram como o cotidiano dos jovens que ali viviam se transformou repentinamente em um pesadelo. Em meio a escombros de um quarto onde aparentemente se comemorava um aniversário, é possível ver balões, fotos e adesivos nas paredes.
A RT também divulgou imagens do momento em que o corpo de uma das vítimas foi retirado do prédio. Segundo informações divulgadas por Leonid Pasetchnik, chefe da República Popular de Lugansk, o número de mortos no ataque subiu para 11, com 48 feridos, até o momento. O paradeiro de 11 estudantes é desconhecido, e as operações de resgate continuam.
Durante toda a noite, as equipes de resgate trabalharam sob a constante ameaça de novos ataques. Unidades de resgate em minas do Ministério de Situações de Emergência da Rússia e voluntários se juntaram aos esforços. Psicólogos estão oferecendo assistência e apoio integral tanto às vítimas quanto aos seus familiares.
O presidente da Rússia, Vladimir Putin, condenou o que chamou de "ataque terrorista" perpetrado por um "regime neonazista".
"Quero enfatizar isto, e é importante: não há instalações militares, serviços especiais ou instalações similares perto da residência estudantil. Portanto, não há fundamento para afirmar que os projéteis atingiram o prédio sob a influência de nossos sistemas de defesa antiaérea ou de guerra eletrônica", declarou o presidente.
Anteriormente, Vladimir Putin anunciou que havia ordenado ao Ministério da Defesa que preparasse uma resposta ao ataque ucraniano.
"O ataque não foi acidental. Ocorreu em três ondas com 16 drones, todos visando o mesmo local", afirmou.
O Ministério das Relações Exteriores também recebeu ordens para relatar a agressão às organizações internacionais e à comunidade, observou Putin, embora tenha dito que, em um caso como este, "declarações do Ministério das Relações Exteriores não são suficientes".
"Portanto, o Ministério da Defesa russo recebeu ordens para apresentar suas propostas", disse.
O presidente indicou que Kiev perpetra esse tipo de ataque para "desviar a atenção" de seus fracassos no campo de batalha e no país, e para "provocar uma resposta" de Moscou, a fim de culpá-la posteriormente.