Marine Le Pen, uma das principais opositoras do presidente francês Emmanuel Macron, afirmou nesta sexta-feira (22) que retiraria a França do comando militar integrado da OTAN caso seja eleita presidente no próximo ano, informou a Reuters.
A opositora, do partido Reagrupamento Nacional, reiterou sua posição em declarações à BFMTV, enquanto chanceleres dos países-membros da Aliança Atlântica se reuniam na Suécia. A política sustenta que a participação na estrutura de comando do bloco compromete a independência da França.
"Temos que sair do comando integrado da OTAN. Devemos permanecer na OTAN, mas sair do comando não impede a interoperabilidade com as forças aliadas", explicou.
Ela também criticou o que classificou como dependência europeia de Washington. "Na realidade, dependemos das decisões do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o que é lamentável", afirmou.
O ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Noel Barrot, rejeitou as declarações e as classificou como "irresponsáveis".
Ao chegar à reunião na Suécia, Barrot afirmou que, diante da revisão do compromisso americano na Europa, a França e seus parceiros devem "afirmar sua visão" e "desenvolver suas capacidades", ou seja, "europeizar a OTAN".
"Os apelos de certas figuras políticas francesas para sair da OTAN são obviamente irracionais e totalmente irresponsáveis", concluiu Barrot.