Putin condena atentado ucraniano contra civis em reunião do Conselho de Segurança

Presidente russo denunciou o ataque do regime de Kiev a um dormitório estudantil como "atentado terrorista ".

O presidente russo, Vladimir Putin, condenou, nesta sexta-feira (22), o ataque com drone ucraniano contra uma residência estudantil em Starobelsk, na República Popular de Luhansk, durante uma videoconferência com o Conselho de Segurança russo. "Um atentado terrorista perpetrado pela junta de Kiev", disse.

O líder russo lembrou que o tema da reunião estava relacionado ao trabalho do Ministério do Interior do país, mas disse que não poderia deixar de falar sobre o bombardeio contra civis. Um ataque que, inclusive, já discutiu mais cedo com militares da unidade de operações especiais.

"Em geral, já me pronunciei sobre isso. Parece-me que tudo o que podia e devia ser dito já foi dito", acrescentou, oferecendo aos demais participantes da videoconferência a oportunidade de apresentar suas avaliações ou propostas sobre o assunto.

Anteriormente, Vladimir Putin anunciou que havia ordenado ao Ministério da Defesa que preparasse uma resposta ao ataque ucraniano.

Putin indicou  que há, pelo menos, 6 mortos, 39 feridos e 15 desaparecidos. Ele acrescentou que os trabalhos de remoção dos escombros estão em andamento. No momento do ataque, 86 jovens entre 14 e 18 anos estavam na residência. 

O Ministério das Relações Exteriores também recebeu ordens para relatar a agressão às organizações internacionais e à comunidade, observou Putin, embora tenha dito que, em um caso como este, "declarações do Ministério das Relações Exteriores não são suficientes". "Portanto, o Ministério da Defesa russo recebeu ordens para apresentar suas propostas", acrescentou.

O presidente indicou que Kiev perpetra esse tipo de ataque para "desviar a atenção" de seus fracassos no campo de batalha e no país, e para "provocar uma resposta" de Moscou, a fim de culpá-la posteriormente.

Além disso, dirigiu-se às Forças Armadas do regime de Kiev, apelando aos militares ucranianos para que deixassem de cumprir ordens ilegais.