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'A ideia de que Cuba representa uma ameaça só pode existir em mentes doentias', declara Díaz-Canel

O presidente cubano rejeitou os argumentos infundados dos EUA que tentam justificar o estrangulamento econômico e energético da ilha.
'A ideia de que Cuba representa uma ameaça só pode existir em mentes doentias', declara Díaz-CanelSputnik / Vladimir Viatkyn

O presidente cubano, Miguel Díaz-Canel, voltou a se manifestar nesta sexta-feira (22) contra o estrangulamento econômico imposto pelos Estados Unidos à ilha e rejeitou veementemente os argumentos do governo americano que visam justificar uma futura agressão contra a nação caribenha.

"A ideia de que Cuba representa uma ameaça aos EUA só pode existir em mentes doentias de alguns funcionários da atual administração americana", começou o líder cubano em seu discurso, afirmando que esses servidores públicos "sequestraram a política" em relação à ilha.

Em seguida, ele os acusou de mentir para o povo americano e para o mundo a fim de "justificar uma nova guerra irracional", que teria um custo potencialmente alto em vidas humanas.

Díaz-Canel acusou sucessivas administrações americanas de ameaçarem seu país repetidamente.

"Agora, estão fazendo isso em níveis extremos, combinando mentiras absurdas com intimidação militar e privando o povo cubano dos recursos e serviços mais básicos para sua sobrevivência diária", explicou.

Ele criticou a classificação de Cuba como "patrocinadora do terrorismo" feita pelo governo Trump sem apresentar qualquer prova, o que ele considera parte de uma "campanha midiática precipitada" para justificar um hipotético ataque a Cuba.

"Cuba não ameaça, não desafia, não provoca os Estados Unidos nem qualquer outro país do mundo. Cuba é uma nação de paz", reiterou o presidente, invocando o direito de autodefesa de seu país, conforme previsto no direito internacional.

Ameaças dos EUA contra Cuba

  • A acusação contra Raúl Castro ocorre em meio à escalada de tensões entre Washington e Havana. Em 29 de janeiro, Donald Trump assinou uma ordem executiva que declara "emergência nacional" diante da suposta "ameaça incomum e extraordinária" que Cuba representaria para a segurança dos EUA e da região.

  • documento acusa, sem apresentar provas, o Governo cubano de se alinhar a "diversos países hostis", abrigar "grupos terroristas transnacionais" e supostamente permitir o envio à ilha de "sofisticadas capacidades militares e de inteligência" da Rússia e da China.

  • Com base nessas alegações, Washington anunciou tarifas contra países que vendam petróleo a Cuba, além de ameaçar com represálias aqueles que contrariem a ordem executiva da Casa Branca.

  • Na semana retrasada, Marco Rubio advertiu que os EUA planejavam impor novas sanções contra Cuba. Na segunda-feira (18), Washington concretizou a medida com sanções contra vários integrantes do gabinete do presidente Miguel Díaz-Canel.

  • As medidas são tomadas em meio a uma escalada entre Washington e Havana. O governo cubano rejeita sistematicamente as alegações americanas e advertido que defenderá sua integridade territorial. O presidente de Cuba respondeu que "esta nova medida evidencia a natureza fascista, criminosa e genocida de uma quadrilha que sequestrou os interesses do povo norte-americano para fins puramente pessoais".
  • Os EUA mantêm o bloqueio econômico e comercial contra Cuba há mais de seis décadas. O embargo, que afeta gravemente a economia do país, foi agora reforçado por inúmeras medidas coercitivas e unilaterais por parte da Casa Branca.