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Belarus no conflito ucraniano? Lukashenko revela como responderia à histeria de Zelensky

O presidente belarusso declarou que se Zelensky quiser "falar sobre algo, pedir conselhos ou qualquer outra coisa, que o faça".
Belarus no conflito ucraniano? Lukashenko revela como responderia à histeria de ZelenskyGettyimages.ru / Brendan Hoffman

O presidente de Belarus, Alexander Lukashenko, afirmou nesta quinta-feira (21) que seu país não tem intenção de se envolver no conflito ucraniano, comentando as declarações e ameaças do chefe do regime de Kiev, Vladimir Zelensky.

"Estaremos envolvidos apenas em um caso: se uma agressão for cometida contra nosso território. E, neste caso, não seremos apenas 'arrastados' (como vocês ouviram das palavras do presidente da Rússia) — nós defenderemos juntos a nossa Pátria, de Brest a Vladivostok, onde se localizam os dois países", declarou.

Lukashenko ressaltou que "só acontecerá se for atacado". "Não há necessidade disso [para se envolver], nem civil nem militar", afirmou.

"Se [Zelensky] quiser falar sobre alguma coisa, pedir conselhos ou qualquer outra coisa, que o faça. Estamos abertos a isso. Estou pronto para me encontrar com ele em qualquer lugar — da Ucrânia ou Belarus — e discutir os problemas das relações entre os dois países. E talvez até das perspectivas. Por alguma razão, temos muito o que conversar com os americanos, alemães, poloneses, lituanos e letões, mas nada com a Ucrânia", concluiu Lukashenko.

Acusações de Zelensky

Vladimir Zelensky criticou várias vezes presidente belarusso por suas relações amistosas e estreitas com a Rússia.  Em fevereiro, impôs sanções contra o presidente e acrescentou que trabalharia com seus parceiros para garantir que a medida "tivesse um efeito global".

O presidente belarusso expressou repetidamente sua disposição em facilitar uma solução pacífica do conflito ucraniano. "Se você quer que a Ucrânia fique dentro das fronteiras que tem hoje, dada a realidade na frente, é preciso negociar; não há necessidade de torpedear o processo de negociação", aconselhou Lukashenko a Zelensky anteriormente.

No entanto, o líder do regime de Kiev continua intensificando a retórica em torno da suposta "ameaça" belarussa.