'Agente infiltrado de Netanyahu?': A pergunta de Carlson sobre a 'mudança' em Trump

O jornalista comentou as atitudes do presidente dos EUA, que indicariam uma guinada em suas posições políticas.

O jornalista americano Tucker Carlson fez na quarta-feira (20) uma série de questionamentos contundentes sobre a relação entre o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, e o presidente dos EUA, Donald Trump, ao comentar o que chamou de mudança radical nas posições políticas do líder americano.

"Há menos de um ano e meio, sentado em St. John’s, eu pensava no dano que esta Administração, liderada por aquele presidente [Donald Trump] em quem fizemos campanha e de quem gostávamos pessoalmente, poderia causar ao país. Como isso aconteceu? Os historiadores vão ter que descobrir", afirmou Carlson.

"Donald Trump foi um agente infiltrado trabalhando o tempo todo para Benjamin Netanyahu enquanto fingia ser um patriota?", questionou o jornalista, ao refletir sobre a "mudança" nas promessas políticas de Trump sob influência de Tel Aviv.

"Estamos falando de alguém que costuma externalizar tudo, que fala o que pensa. Provavelmente ele não teria autocontrole suficiente para atuar como um agente infiltrado por tanto tempo", acrescentou.

Uma guinada de 180 graus em Trump

Carlson voltou a falar sobre o que considera uma transformação radical no presidente americano.

"Se Trump mudou completamente, não seis graus, mas 180 graus, o que provocou isso? Em que momento ele decidiu que já não se importa com quem votou nele e que o que realmente importa é a opinião de um primeiro-ministro estrangeiro [referindo-se a Netanyahu]?", perguntou.

"O presidente passou o último ano olhando para fora, buscando aprovação de outras nações", criticou Carlson. Segundo ele, Trump estaria "lutando por pessoas que não são seus eleitores e, em muitos casos, nem sequer americanas", enquanto os próprios EUA afundam.

O jornalista disse que percebeu essa mudança pela primeira vez no verão passado. E, segundo ele, o estopim não foi a guerra com o Irã, mas sim os arquivos de Epstein.

"Do nada, o presidente prometeu aos eleitores que divulgaria os arquivos de Epstein junto com documentos sobre vários outros eventos controversos cercados por teorias da conspiração, como o assassinato de John F. Kennedy e muitos outros. Todos eles. Existe sigilo demais dentro do Governo federal. E por que existe tanto sigilo? Porque o sigilo esconde corrupção. Não dá para ser corrupto às claras", concluiu Carlson, insinuando uma possível origem para as mudanças bruscas nas ações e decisões do presidente americano.