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Empresas, restaurantes e operadores: EUA ampliam sanções contra o entorno do Cartel de Sinaloa

Washington mirou uma rede acusada de lavar dinheiro do narcotráfico e traficar fentanil, em coordenação com autoridades mexicanas.
Empresas, restaurantes e operadores: EUA ampliam sanções contra o entorno do Cartel de SinaloaJesus Verdugo / Anadolu Agency / Gettyimages.ru

O Departamento do Tesouro dos EUA impôs nesta quarta-feira (20) sanções contra 12 pessoas e duas empresas suspeitas de ligação com o Cartel de Sinaloa, um dos maiores grupos criminosos da América Latina e considerado por Washington uma organização terrorista.

O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC, na sigla em inglês) concentrou as medidas em Armando de Jesús Ojeda Avilés, acusado de lavar dinheiro proveniente do fentanil e de outros narcóticos, e em Jesús González Peñuelas, conhecido como "Chuy González", relacionado ao contrabando de drogas para os EUA e à lavagem de dinheiro para o cartel. Desde 2024, Washington oferece recompensa de 5 milhões de dólares por informações sobre González.

As sanções também atingem Alfredo Orozco Romero, apontado pelo Tesouro como assessor de segurança de Ojeda Avilés e "cobrador de dívidas" ligadas ao tráfico de cocaína, além de duas empresas associadas a ele: a companhia de segurança mexicana Grupo Especial Mamba Negra e o restaurante Gorditas Chiwas, em Chihuahua. Duas mulheres de sua família também foram sancionadas.

Outros dois colaboradores de Ojeda Avilés, Jesús Alonso Aispuro Félix e Rodrigo Alarcón Palomares, também foram incluídos na lista. Aispuro Félix é acusado de operar transferências de dinheiro do narcotráfico por meio de criptomoedas, enquanto Alarcón Palomares é apontado como facilitador financeiro nos EUA e já havia sido acusado de lavagem de dinheiro em 2024.

Contas congeladas

A OFAC também sancionou outras cinco pessoas acusadas de ajudar "Chuy" González em atividades de produção e distribuição de drogas, além de lavagem de dinheiro.

As medidas buscam isolar os acusados do sistema financeiro dos EUA, proibindo qualquer relação comercial com o país e congelando todos os ativos sob jurisdição norte-americana.

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, afirmou no X que o governo Donald Trump "não permitirá que os narcoterroristas inundem" as fronteiras "com veneno" e garantiu que Washington continuará mirando "os cartéis terroristas e suas redes de tráfico de fentanil".

A Unidade de Inteligência Financeira (UIF) do México colaborou com o Tesouro dos EUA e a DEA na identificação dos sancionados.