O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, nesta quarta-feira (20), às 9h30, no Palácio do Planalto, da reunião do Comitê Gestor do Pacto Nacional de Prevenção aos Feminicídios. O encontro marcou os 100 dias do Pacto Brasil entre os Três Poderes para Enfrentamento do Feminicídio.
Durante a agenda, foi apresentado um balanço das ações implementadas desde o lançamento da iniciativa, em fevereiro, com destaque para medidas de prevenção à violência contra mulheres e meninas, fortalecimento da rede de proteção e responsabilização de agressores.
Em discurso, o presidente destacou o papel da educação e da família na formação social e no combate à violência.
"O que essa meninada aprendeu em casa? Qual é o papel que nós, pais, temos que ter? Será que a culpa é só da internet? Ou a culpa tenha que ser compartilhada conosco pela educação que nós demos aos nossos filhos?", afirmou.
Educação no combate ao feminicídio
Lula também associou o enfrentamento ao feminicídio à construção social de valores.
"Ninguém nasce com preconceito racial. As pessoas aprendem a ser preconceituosas, aprendem a ter ódio. Aí vem o papel importante da educação na luta contra o feminicídio", disse.
Ao abordar medidas protetivas, o presidente ressaltou a necessidade de garantir segurança real às vítimas para estimular denúncias. Segundo ele, quando a proteção ultrapassa o campo legal e se concretiza na prática, "a pessoa começa a acreditar e começa a denunciar".
Lula afirmou ainda que o enfrentamento da violência contra mulheres deve envolver toda a sociedade.
"O problema não é só da mulher que é vítima ou da menina que é vítima, mas o problema é da sociedade. [...] A luta não é dos outros, a luta não é dela, a luta não é feminina, a luta é do ser humano", declarou.
- O pacto, que tem como mote "Todos por Todas", articula ações conjuntas entre União, estados, municípios e Distrito Federal com foco na ampliação de políticas públicas de acolhimento, proteção e justiça.