A Rússia e a China instaram outros países a abandonar a ideia de ampliar seus programas nucleares e deram especial atenção às declarações de alguns Estados da União Europeia, conforme consta na declaração publicada nesta quarta-feira (20) após as conversas entre o presidente russo, Vladimir Putin, e o presidente chinês, Xi Jinping.
Moscou e Pequim expressaram sua preocupação com a intenção de vários países europeus que não possuem armas nucleares de adquiri-las, mencionando nominalmente a oposição às atividades do Japão no acúmulo de materiais dessa natureza.
Os líderes também instaram a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) a "dedicar a máxima atenção a essa questão e garantir um controle adequado dos materiais e atividades nucleares nesses Estados".
"As partes instam veementemente os Estados detentores de armas nucleares e seus aliados não nucleares a que abandonem, o mais rapidamente possível, os planos profundamente desestabilizadores que estão levando adiante no âmbito interestatal, tais como as 'missões nucleares conjuntas' e a dissuasão nuclear 'alargada' e 'de ponta'", afirma a declaração.
Ambas as partes reiteraram seu compromisso com o regime internacional de não proliferação nuclear, cuja pedra angular é o Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares (TNP).