O presidente argentino Javier Milei negou a existência de uma divisão interna em seu governo, informou a imprensa local na terça-feira (19).
As declarações foram feitas durante entrevista ao programa ArgenData, transmitido pelo canal Neura.
Ao comentar os rumores que ganharam força no último final de semana, o presidente classificou a controvérsia como uma situação "prefabricada para gerar um problema", refutando as especulações sobre possíveis conflitos entre aliados próximos.
Origem da polêmica
A polêmica teve origem em movimentações nas redes sociais, envolvendo uma conta anônima no X que teria sido associada ao presidente da Câmara dos Deputados, Martín Menem.
Uma publicação com acusações contra o governo argentino, publicada por uma conta de material de oposição a Milei, foi compartilhada por um perfil atribuído a Menem. O perfil que havia compartilhado a publicação foi excluído posteriormente, levando o assessor presidencial Santiago Caputo a responder à situação nas redes sociais.
"Excluir a conta só confirma que ela pertence a vocês, seus idiotas", escreveu o assessor.
Milei, em resposta, defendeu Menem e Caputo, garantindo que o episódio foi uma armação.
"Isso foi algo que plantaram em Martín Menem", afirmou Milei, ressaltando ainda que divergências de opinião não devem ser confundidas com crises de governo.
Aproveitando o espaço, o presidente argentino revisou pontos de sua política econômica, criticando legislações de gestões anteriores, como a Lei de Aluguéis e a Lei de Gôndolas.
Ele defendeu que a desregulamentação de seu governo permitiu o aumento da oferta imobiliária e a queda de preços. Por fim, ele diferenciou sua gestão do governo de Mauricio Macri, sustentando que seu mandato priorizou o ajuste fiscal imediato para conter o déficit público.