
Parlamento israelense aprova em primeira votação sua própria dissolução

O Knesset — o Parlamento israelense — aprovou, em votação preliminar nesta quarta-feira (20), um projeto de lei para dissolver a câmara, com 110 votos a favor e nenhum contra, segundo informações da emissora estatal Kan.

O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, o ministro da Defesa Israel Katz e o ministro da Segurança Nacional Itamar Ben Gvir não estavam presentes durante a votação.
A iniciativa, defendida pelo líder da coalizão governista, Ofir Katz, estipula que o Comitê do Knesset definirá a data das eleições, que não poderão ocorrer antes de 90 dias após a aprovação formal da lei.
A crise eclodiu depois que o influente rabino lituano Dov Lando instruiu membros do partido ultraortodoxo Degel HaTorah a pressionarem pela dissolução do Parlamento e pela convocação de eleições, em protesto contra a falta de progresso em um projeto de lei que isentaria jovens de sua comunidade do serviço militar.
Após a aprovação, o partido Democratas — de orientação social-democrata e favorável à solução de dois Estados para o conflito israelense-palestino — celebrou o resultado, prenunciando o "início do fim do pior governo da história de Israel".
