Rússia e China condenam militarização do Ártico por EUA e aliados e apelam pela preservação da paz

Na declaração conjunta, as partes destacaram o papel fundamental do Conselho do Ártico.

A Rússia e a China manifestaram nesta quarta-feira (20) sua preocupação com a militarização do Ártico, conforme consta da declaração conjunta assinada pelo presidente chinês, Xi Jinping, e o presidente russo, Vladimir Putin, durante sua visita de Estado a Pequim.

O documento também estabelece que ambos os países reiteram "seu compromisso com as normas do direito internacional no Ártico, o respeito à soberania e à integridade territorial dos Estados árticos, e manifestam interesse em preservar o Ártico como um território de paz, estabilidade e baixa tensão político-militar".

Para alcançar esse objetivo, a declaração defende a promoção de um diálogo construtivo e de uma cooperação mutuamente benéfica na região. Essa colaboração, conforme especificado, deveria se estender por meio de fóruns multilaterais especializados, com menção explícita ao Conselho do Ártico.

Além disso, os Estados expressaram sua preocupação com a política e a retórica de confronto de certos países e suas alianças. As partes instaram "ao fim da ingerência nos assuntos internos de outros Estados, à cessação do enfraquecimento da arquitetura de segurança estabelecida em diversas regiões do mundo, à não criação de linhas divisórias artificiais entre países e à não imposição do confronto entre blocos".

Nesse contexto, a China tomou nota da preocupação da Rússia com o rumo que a União Europeia está tomando em direção à militarização.