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Rússia e China se opõem a ações que violam Carta da ONU na América Latina e no Caribe

Pequim e Moscou expressaram preocupação com a militarização promovida pelos EUA e seus aliados.
Rússia e China se opõem a ações que violam Carta da ONU na América Latina e no CaribeGettyimages.ru / Daniel Gonzalez/Anadolu

A Rússia e a China manifestaram-se contra ações na América Latina e no Caribe que violam a Carta das Nações Unidas, conforme a declaração conjunta assinada pelo presidente russo Vladimir Putin e pelo presidente da China, Xi Jinping, assinada durante a visita oficial de Putin a Pequim.

"As partes reafirmam seu apoio ao status da América Latina e do Caribe como zona de paz, apoiam os países da América Latina e do Caribe na escolha independente de seus caminhos de desenvolvimento e parceiros, opõem-se a qualquer ação que viole os propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas ou que atente contra a soberania e a segurança de outros países, e se opõem à ingerência de forças externas nos assuntos internos dos países da América Latina e do Caribe sob qualquer pretexto", diz a declaração.

Militarização promovida pelos EUA

Os dois países também manifestaram preocupação com a crescente militarização das regiões polares por parte dos Estados Unidos e seus aliados, reafirmando seu compromisso com as normas do direito internacional no Ártico e com o respeito à soberania e à integridade territorial dos Estados árticos.

O documento destaca que os signatários manifestam seu interesse em preservar o Ártico como uma zona de paz, estabilidade e baixa tensão político-militar.

Defendem também o desenvolvimento de um diálogo construtivo e de uma cooperação mutuamente benéfica na região, inclusive por meio de fóruns multilaterais especializados, como o Conselho do Ártico.

  • O presidente russo chegou à capital chinesa na noite de 19 de maio e foi recebido no aeroporto com uma cerimônia que contou com a presença do ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi. Nesta quarta-feira (20), a agenda oficial da visita de Putin teve início com a cerimônia de boas-vindas oferecida por Xi Jinping, na presença de uma orquestra e uma guarda de honra.