A Autoridade Palestina condenou, nesta terça-feira (19), a interceptação, por forças israelenses, das embarcações da flotilha Global Freedom que tentavam chegar à Faixa de Gaza com ajuda humanitária. "Uma pirataria completa em todos os seus elementos", afirmou a chancelaria palestina.
Em nota oficial, o Ministério das Relações Exteriores e dos Expatriados classificou a ação como um "crime de guerra" e pediu sanções internacionais imediatas contra Israel.
Mais cedo, o Ministério das Relações Exteriores de Israel informou que todas as embarcações da flotilha haviam sido interceptadas antes de alcançar Gaza. Esse foi o terceiro grupo humanitário impedido de acessar o enclave palestino em águas internacionais.
Na resposta palestina, o governo acusou Israel de realizar um "sequestro" das embarcações em águas internacionais e afirmou que os participantes da missão humanitária, oriundos de diversos países, foram detidos de maneira ilegal.
"O ataque representa uma grave violação das regras do direito internacional", afirmou o ministério palestino, citando particularmente a Convenção sobre o Direito do Mar.
A Autoridade Palestina sustentou ainda que a operação israelense teria como objetivo "encobrir os crimes de genocídio, fome e cerco" impostos à população de Gaza. O comunicado também acusa Israel de utilizar força armada contra uma "iniciativa civil pacífica de caráter humanitário".