Secretário do Tesouro dos EUA pede ao G7 que colabore para atacar as finanças iranianas

"Enquanto os Estados Unidos se concentram nas redes financeiras que atores inimigos utilizam para promover o terrorismo, confiamos que sua participação aqui hoje reflita sua disposição de nos apoiar plenamente", afirmou Scott Bessent.

O secretário do Tesouro dos EUA, Scott Bessent, pediu nesta terça-feira (19) o apoio dos líderes do G7 para combater o Irã por meio da eliminação definitiva de seus recursos financeiros, informou a CNBC.

Após recentes apelos do presidente Donald Trump e de outros funcionários para que a comunidade internacional se una ao conflito, Bessent advertiu — lembrando que os EUA frequentemente enfrentam o Irã sozinhos — que "esmagar a ameaça do terrorismo obriga todos a dar um passo à frente e se unir a nós".

Bessent fez as declarações durante sua participação na conferência "No Money for Terror", em Paris. Segundo o secretário, esse apoio serviria para "tomar medidas contra o Irã, designando seus financiadores, desmascarando suas empresas de fachada, fechando suas filiais bancárias e desmantelando seus grupos afiliados".

Embora o conflito pareça estagnado e a confrontação continue afetando gravemente a economia global, o secretário do Tesouro afirmou que "nenhum adversário sentiu a força da política econômica dos EUA de forma mais devastadora do que o Irã", resultado que atribuiu a uma "arquitetura de sanções modernizada".

Ele acrescentou que as medidas americanas afetaram severamente os "fluxos financeiros ilícitos" da República Islâmica e permitiram congelar criptoativos vinculados ao governo iraniano. Também destacou a intensificação das operações contra as redes financeiras clandestinas de Teerã.

Nesta terça-feira (19), o vice-ministro para Assuntos Jurídicos e Internacionais da Chancelaria iraniana, Kazem Gharibabadi, declarou que os EUA estão apresentando o cessar-fogo como uma "oportunidade de paz", quando na realidade se trata de uma ameaça. Em publicação no X, Gharibabadi afirmou que Washington diz ter interrompido "temporariamente o ataque contra o Irã para dar oportunidade à negociação", mas ao mesmo tempo declara estar pronto para realizar um ataque em grande escala "a qualquer momento".