A presidente da Irlanda, Catherine Connolly, expressou preocupação após a detenção de sua irmã, a médica Margaret Connolly, pelas Forças de Defesa de Israel, informou mídia local na segunda-feira (18).
Connolly viajava na Global Sumud Flotilla, uma missão humanitária com 60 embarcações que tentava levar ajuda humanitária a Gaza e foi interceptada em águas internacionais pelo Exército israelense.
"É bastante angustiante. Estou muito preocupada com ela e também muito preocupada com seus companheiros a bordo", disse a presidente Connolly. Ela também afirmou sentir-se "muito orgulhosa" da irmã.
O primeiro-ministro da Irlanda, Micheál Martin, condenou duramente a interceptação das embarcações da flotilha e exigiu a "libertação imediata" dos detidos.
Já a ministra das Relações Exteriores, Helen McEntee, confirmou que 12 irlandeses estão detidos após a ação israelense e afirmou que a União Europeia não tem sido "firme o suficiente" com o governo de Tel Aviv.
Mais tarde, durante uma fala em Londres, a presidente Connolly acrescentou: "É por isso que a Irlanda levanta a voz diante da injustiça, por isso não permanecemos em silêncio quando o direito internacional é desrespeitado por aqueles que têm o poder de simplesmente ignorá-lo e escolhem fazê-lo. Sabemos o que acontece quando os poderosos não têm limites".
A denúncia se soma à condenação de 10 países que manifestaram forte discordância em relação às ações de Israel.