Cerca de 400 mil pessoas foram enviadas a centros de detenção do Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas (ICE) dos EUA desde que Donald Trump retornou à Casa Branca em janeiro de 2025, aponta um relatório da Brookings Institution publicado nesta segunda-feira (18).
"Embora os principais detidos e deportados sejam adultos, muitas crianças são afetadas pela separação de seus pais", afirma o documento, que estima em cerca de 205 mil o número total de menores impactados pela detenção parental e em aproximadamente 145 mil os filhos cidadãos americanos afetados.
Segundo o estudo, 146.635 menores americanos foram afetados pela detenção de ao menos um dos pais, enquanto mais de 22 mil sofreram com a prisão de ambos os progenitores.
Perfil dos menores afetados
Do total de 146.635 crianças, 36,5% — ou 53.480 menores — têm menos de seis anos. Outros 36,1% (52.910) têm entre seis e 12 anos, enquanto os 27,4% restantes (40.245) têm entre 13 e 17 anos.
Em relação à origem dos pais, o relatório revela que 53,7% (78.798) das crianças americanas afetadas têm um dos pais detidos vindo do México, seguido por Guatemala, com 15% (21.963), e Honduras, com 10,7% (15.705).
O estudo também considera os locais de detenção, com Washington D.C. e Texas liderando a proporção de crianças cidadãs americanas com um dos pais afetados, já que mais de cinco em cada mil enfrentam a prisão de pelo menos um dos progenitores.