O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, afirmou nesta segunda-feira (18) que a Rússia analisa uma parceria nuclear com a Guiné Equatorial, "incluindo a construção de usinas nucleares flutuantes de pequena potência".
A ideia de Moscou é reforçar a cooperação técnico-militar entre os dois países. A declaração do chanceler foi feita durante coletiva conjunta com seu homólogo equato-guineense, Simeon Oyono Esono Angue.
Segundo Lavrov, Moscou e Malabo discutiram uma ampliação da cooperação em diferentes eixos. Sobre a questão atômica, a estatal de energia nuclear Rosatom deverá conduzir negociações de alto nível para tirar os planos do papel.
Relações bilaterais
A parceria estratégica também envolve outros setores, destacou o lado russo. "Entre as áreas promissoras, destacamos a indústria de petróleo e gás, a exploração geológica, a geração de energia elétrica".
Ele acrescentou que há "boas perspectivas" para projetos conjuntos envolvendo empresas russas do setor como a petrolífera Gazprom Neft e a hidrelétrica RusHydro.
No campo militar, Lavrov reforçou que a Rússia pretende manter e expandir a cooperação de defesa com a Guiné Equatorial. "Estamos sempre prontos para continuar a cooperação técnico-militar. Ela tem boas tradições entre nós", afirmou.
O chanceler disse ainda que Moscou está "aberta para ouvir e satisfazer ao máximo as necessidades" equato-guineenses "na esfera da capacidade de defesa".