Um estudo publicado pela revista Nature em 13 de maio revelou que a quantidade de sono durante a noite vai além do descanso; ela influencia diretamente o ritmo do envelhecimento biológico.
Diferente da idade cronológica, que contabiliza apenas o passar dos anos, a idade biológica reflete o desgaste acumulado pelas células e tecidos do corpo ao longo da vida.
A pesquisa analisou 23 "relógios biológicos" de cerca de 500 mil participantes, com idades entre 37 e 84 anos.
Os cientistas monitoraram o funcionamento de órgãos como cérebro, pulmões, fígado, coração e sistema imunológico para verificar se estavam operando de forma "mais jovem ou mais velha" do que o esperado para a idade do indivíduo.
Envelhecimento celular acelerado
Os dados indicaram que o intervalo ideal para um envelhecimento saudável situa-se entre 6,4 e 7,8 horas de descanso por noite.
Dormir menos de seis horas ou mais de oito horas foi associado a um envelhecimento celular acelerado e a um maior risco de mortalidade.
O estudo detalhou que a privação de sono (menos de seis horas) está ligada a riscos físicos e mentais graves, como doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2, obesidade e ansiedade.
Já o excesso de sono (mais de oito horas) apresentou impactos distintos, concentrando-se em questões neurológicas, como transtornos depressivos e bipolaridade.
Embora ambos os extremos aumentem o risco de morte, o sono insuficiente apresentou um impacto 50% maior do que o sono excessivo.