
Como o uso excessivo de telas está por trás da queda global na natalidade

A natalidade despenca em dezenas de países, e a economia não é a única culpada. Um novo consenso entre especialistas aponta para um vilão comportamental: a hiperconectividade.
Segundo análise do Financial Times, publicado no sábado (16), o declínio não se explica apenas pela decisão de ter menos filhos, mas por um colapso na formação de casais.

O cerne do problema é o tempo de tela. Pesquisas da Universidade de Cincinnati mostram que os nascimentos caíram primeiro em regiões com acesso à rede 4G, reduzindo drasticamente a socialização cara a cara.
A cronologia coincide: a taxa de natalidade entre jovens desabou a partir de 2007 nos EUA com a chegada dos smartphones, e o mesmo padrão se repetiu depois em países como México e Indonésia.
As redes sociais não apenas substituem o encontro presencial, mas elevam expectativas irreais e agravam a insegurança entre os gêneros.
"Quanto menos interagem pessoalmente, mais difícil é encontrar um parceiro estável", alertam os pesquisadores.
Reverter esse cenário exigiria mais do que bônus financeiros; seria necessária uma mudança nos hábitos digitais.
