
Preparo de chá pode esconder riscos graves à saúde, alertam cientistas

O consumo diário de chá pode estar expondo milhões de pessoas à ingestão de micro e nanoplásticos, segundo um estudo liderado por pesquisadores da Universidade de Queensland, divulgado em novembro.
A investigação aponta que tanto o uso de chaleiras de plástico quanto o preparo com sachês podem ser fontes significativas de contaminação por partículas invisíveis a olho nu.

De acordo com o Dr. Elvis Okoffo, autor principal do estudo, o primeiro uso de uma chaleira de plástico nova é o momento mais crítico, podendo liberar cerca de 12 milhões de nanopartículas por mililitro.
Em uma xícara padrão de 250 ml, isso equivale a quase 3 bilhões de partículas. Mesmo após 150 ciclos de fervura, o nível de contaminação permanece elevado, com 820 mil nanopartículas por mililitro detectadas.
Estudos anteriores também analisam sachês de chá de diferentes materiais, como nylon e polipropileno. Os resultados mostraram que os sachês de polipropileno liberam as maiores concentrações, atingindo 1,2 bilhão de partículas por mililitro.

Ao testar as partículas em células intestinais humanas, os cientistas observaram que as partículas eram absorvidas e, em alguns casos, chegavam a penetrar no núcleo celular.
Embora efeitos a longo prazo na saúde humana ainda não sejam totalmente conhecidos, os pesquisadores expressaram preocupação com a possibilidade de alteração de funções biológicas, alertando para o potencial impacto no desenvolvimento de doenças como o câncer.
Como medida preventiva, os especialistas recomendam realizar vários ciclos de fervura e descarte em chaleiras novas antes do uso regular.

