A Casa Branca divulgou neste domingo (17) os resultados do encontro entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e o líder chinês, Xi Jinping, realizada em Pequim entre os dias 13 e 15 de maio. Segundo comunicado oficial, os presidentes chegaram a um consenso sobre diversos temas que "promoverá estabilidade e confiança para empresas e consumidores em todo o mundo".
Comércio e investimentos
Trump e Xi anunciaram a criação de duas novas instituições para otimizar a relação econômica bilateral:
- Conselho de Comércio;
- Conselho de Investimentos.
O Conselho de Comércio ficará responsável por facilitar a gestão do comércio bilateral de bens não sensíveis entre os dois países. Já o Conselho de Investimentos servirá como um fórum governamental para tratar de questões ligadas aos investimentos.
A Casa Branca classificou a criação das duas instituições como "uma pedra angular" do acordo histórico firmado entre China e EUA.
Terras raras, Boeing e agricultura
Os dois países também fecharam um amplo pacote de compromissos econômicos que, segundo Washington, ajudará a gerar empregos bem remunerados nos EUA e abrirá novos mercados para produtos americanos.
- Terras raras
A China se comprometeu a atender às preocupações dos EUA sobre gargalos na cadeia de suprimentos de terras raras e minerais críticos, incluindo ítrio, escândio, neodímio e índio.
Pequim também prometeu discutir restrições e proibições relacionadas à venda de equipamentos e tecnologias voltadas para a produção e processamento desses minerais.
- Boeing
A China aprovou uma compra inicial de 200 aeronaves da Boeing para suas companhias aéreas nacionais. É o primeiro compromisso chinês de compra desses aviões desde 2017.
Segundo a Casa Branca, a aquisição ajudará a impulsionar empregos qualificados e bem remunerados no setor industrial dos EUA e permitirá que a população chinesa utilize aeronaves fabricadas nos Estados Unidos nas próximas décadas.
- Agricultura
A China também concordou em comprar pelo menos 17 bilhões de dólares por ano em produtos agrícolas americanos entre 2026 e 2028. O compromisso amplia o acordo firmado em outubro de 2025 para aquisição de soja dos EUA.
Além disso, Pequim restabeleceu o acesso da carne bovina americana ao mercado chinês ao renovar os registros vencidos de mais de 400 instalações dos EUA e incluir novos registros. O governo chinês afirmou que trabalhará com reguladores americanos para suspender todas as restrições restantes sobre frigoríficos dos Estados Unidos.
O gigante asiático também retomou as importações de aves provenientes de estados americanos que foram declarados livres da gripe aviária altamente patogênica pelo Departamento de Agricultura dos EUA.