Uma empresa chinesa desenvolveu uma tecnologia que converte a emissão de usinas termelétricas a carvão em fertilizante, o que pode baratear tanto a captura de carbono quanto a produção de alimentos, segundo reportagempublicada neste domingo (17) pelo SCMP, jornal ligado ao principal órgão de planejamento econômico do país.
O processo, desenvolvido pela Jiangnan Environmental Technology (JNG), utiliza amônia para capturar o dióxido de enxofre e o dióxido de carbono liberados pela queima do carvão. Os produtos químicos são então transformados em fertilizante que pode ser vendido para compensar os custos da captura de carbono.
A técnica difere do método tradicional de captura de carbono, no qual o CO2 é liquefeito e enterrado no subsolo — processo que exige condições geológicas específicas e tem altos custos operacionais. Segundo a empresa, o novo método consegue capturar cerca de 90% do carbono emitido por uma usina.
"O gás de exaustão entra por uma extremidade do cano e o fertilizante sai pela outra", disse uma fonte envolvida no projeto ao jornal chinês.