O portal The Intercept Brasil divulgou nesta sexta-feira (15) novos documentos comprovando que o ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro desempenhava um papel maior do que o declarado na gestão financeira do polêmico filme "Dark Horse", que narra a vida de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro.
O contrato obtido pelo veículo mostra Eduardo, bem como o deputado federal Mario Frias (PL-SP), "à frente da produção-executiva, função com poder para lidar diretamente com o controle de orçamento e gestão financeira de um projeto audiovisual".
No cargo, o ex-parlamentar teria "a responsabilidade sobre as decisões sobre como os recursos seriam captados e gastos", informou o portal, especificando, no entanto, que não há informações sobre "quem, de fato, executou essas funções".
Conforme observado pelo The Intercept, as revelações contradizem declarações anteriores de Eduardo. Isso porque, no dia anterior, em suas redes sociais, o político alegou que "não é dono do filme" e, portanto, não teria participação na "gestão burocrática, financeira e legal dos recursos". Essa função, supostamente, ficaria a cargo de seu advogado migratório.
"Tudo não passa de uma tentativa tosca de assassinato de reputação, que tenta atrelar ilicitude em patrocínio para um filme", alegou o ex-congressista na postagem de quinta-feira (14).
«O QUE OS ARQUIVOS REVELADOS PELO THE INTERCEPT MOSTRAM SOBRE A LIGAÇÃO ENTRE DANIEL VORCARO E FLÁVIO BOLSONARO? SAIBA TUDO CLICANDO AQUI»