O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, reagiu nesta sexta-feira (15), durante uma coletiva de imprensa, às notícias de que a gigante chinesa de moda Shein se tornou alvo de uma investigação da Comissão Europeia.
Ao responder à pergunta, o porta-voz afirmou que não estava familiarizado com o fato. No entanto, de maneira geral, destacou que as empresas chinesas no exterior são instadas a "cumprir as leis e regulamentos locais e assumir ativamente suas responsabilidades corporativas".
"A China também espera que a parte relevante forneça um ambiente de negócios justo, transparente e não discriminatório para empresas de todo o mundo e evite minar sua confiança em investir na Europa", destacou.
Entenda o caso
O incidente veio à tona em novembro de 2025, quando autoridades francesas encontraram bonecas com aparência infantil sendo vendidas no site da Shein. O governo classificou o conteúdo como inaceitável e abriu investigação. A denúncia gerou forte repercussão entre usuários e ativistas nas redes sociais.
À época, a Shein reafirmou seu compromisso contra a exploração infantil, assegurando que está "cooperando integralmente com as autoridades francesas". O porta-voz da empresa na França, Quentin Ruffat, chegou a afirmar que a companhia está disposta a compartilhar "os nomes dos compradores" das bonecas, caso isso seja solicitado pela Justiça.
O caso levou a Comissão Europeia a instaurar, em fevereiro de 2026, um processo formal contra a empresa. Além dessa acusação, Bruxelas também acusa a companhia de utilizar um algoritmo considerado viciante.
Segundo diferentes veículos, o anúncio teria sido publicado por um vendedor terceirizado que utilizava o marketplace da Shein, e não diretamente pela empresa.
Após a repercussão, a empresa suspendeu temporariamente a venda de produtos de terceiros na França, proibiu a comercialização de qualquer tipo de boneca sexual e removeu a categoria de produtos 18+ de seu site.