
Estrela de 'Game of Thrones' revela de quais sequelas sofre após ter enfrentado a morte

Em entrevista concedida na quarta-feira (13) ao podcast "How to Fail", a atriz britânica Emilia Clarke, mundialmente conhecida por seu papel na série "Game of Thrones", abriu o jogo sobre os desafios de saúde que enfrenta. Após sobreviver a dois aneurismas cerebrais que quase lhe custaram a vida entre 2011 e 2013, a artista revelou ter sido diagnosticada com duas condições raras: a síndrome de Ehlers-Danlos e a síndrome de ativação mastocitária (MCAS).
A atriz explicou que o diagnóstico de Ehlers-Danlos, em sua variante hipermóvel, afeta o tecido conjuntivo, impactando órgãos, vasos sanguíneos e ligamentos. Já o MCAS provoca uma resposta imunológica desproporcional do organismo a elementos comuns, como alimentos ou produtos químicos.

"Basicamente, significa que tenho muita inflamação porque meu corpo acha que é alérgico a tudo", relatou Clarke.
Além dos diagnósticos físicos, a atriz compartilhou o profundo impacto psicológico das intervenções cirúrgicas. Ela confessou ter passado por um período de isolamento emocional, atormentada pelo sentimento de que "havia enganado a morte" e pela crença de que seu corpo falharia a qualquer momento. A sensibilidade a dores de cabeça também se tornou um gatilho para o medo de novos episódios de aneurisma, dado o histórico de hemorragias graves durante os procedimentos passados — um deles exigiu a instalação de placas de titânio em seu crânio.
Aos 39 anos, Clarke demonstrou resiliência ao falar sobre as sequelas neurológicas, mencionando que parte de seu cérebro não é mais funcional. Apesar disso, ela destacou o privilégio de manter funções básicas como falar e caminhar, reconhecendo-se como parte de uma pequena minoria de sobreviventes que conseguiram retomar a normalidade após traumas tão severos.
