Dilma Rousseff critica imposição de sanções unilaterais e cita Europa como exemplo

Para a presidente do NDB, as sanções impostas por razões políticas prejudicam não apenas os países sancionados, mas também os aplicaram as sanções.

A presidente do Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), Dilma Rousseff, criticou a imposição de sanções unilaterais, destacando que elas têm agravado a escassez de petróleo, gás e fertilizantes, especialmente diante dos bloqueios no Oriente Médio.

As declarações foram feitas nesta sexta-feira (15) durante o 11º Encontro Anual do Conselho de Governadores da instituição, realizado entre os dias 13 e 15 de maio em Moscou, na Rússia.

Dilma sublinhou que as sanções impostas por razões políticas prejudicam não apenas os países sancionados, mas também os aplicaram as sanções, e citou a Europa como exemplo.  

Ela criticou conflitos que causam perturbações a cadeias de hidrocarbonetos e fertilizantes, eletrônicos avançados e semicondutores. 

Para a presidente do NDB, as consequências dessas perturbações incluem picos inflacionários, estagnação econômica ou crise, por causa de seus efeitos na produção, além do congelamento das operações financeiras e da falta de estabilidade de preços. 

Ela destacou que o aumento dos preços de fertilizantes pode deteriorar a segurança alimentar, especialmente nos países em desenvolvimento, enquanto crescimento de preço de energia pode expor os países-importadores a risco elevado de inflação, incertezas econômicas e volatilidade.