Chefe da Patrulha de Fronteira dos EUA renuncia após acusação de contratar prostitutas

Foi revelado que o funcionário se gabou diante de colegas de ter pago por serviços sexuais durante viagens ao exterior.

Michael Banks, chefe da Patrulha de Fronteira dos EUA, renunciou ao cargo com efeito imediato, segundo uma carta publicada nesta quinta-feira (14) pelo Washington Examiner, poucas semanas após vir à tona uma investigação segundo a qual ele teria contratado prostitutas.

"Após mais de 37 anos a serviço do povo dos Estados Unidos da América, chegou o momento de me aposentar e retornar para minha casa no Texas para me dedicar à minha família e ao meu rancho", escreveu Banks na mensagem dirigida à equipe.

Banks ocupava o cargo havia quase 16 meses. Ele assumiu a função em 21 de janeiro de 2025, após Donald Trump iniciar seu segundo mandato presidencial. Embora estivesse na entidade há muitos anos, fez uma pausa em 2023, quando se aposentou devido a divergências com a política migratória do então presidente Joe Biden.

Investigação

Em abril de 2026, o veículo publicou uma investigação que menciona supostas viagens frequentes do funcionário ao exterior para manter relações sexuais com prostitutas, enquanto ocupava um cargo anterior de gestão na Patrulha de Fronteira.

Segundo o texto, que reúne denúncias de seis funcionários atuais e antigos da entidade, Banks "se gabava" diante de colegas de ter pago por sexo com prostitutas durante viagens à Colômbia e à Tailândia ao longo de uma década.

"Ele dizia às pessoas que era por isso que viajava: ia para lá para ter relações com prostitutas (...) Então acho que essas histórias estão por toda parte e não podem ser ignoradas nem deixadas de lado, porque era ele mesmo quem contava às pessoas sobre essas viagens", afirmou uma das fontes ao Washington Examiner.

A fonte acrescentou: "No nosso trabalho, parte do que fazemos é tentar combater o tráfico de mulheres, isso faz parte do nosso trabalho (...) Isso vai contra o que fazemos ou do que deveríamos defender. Se você participa dessas atividades, apoia o tráfico e a exploração de mulheres".

Outro entrevistado declarou ao veículo que o funcionário viajava "para países do terceiro mundo para se aproveitar de mulheres pobres". Segundo essa pessoa, identificada como ex-agente da Patrulha de Fronteira, Banks o pressionou pessoalmente para participar de uma das viagens.

O comportamento dele teria sido investigado por funcionários da Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP) em duas ocasiões, incluindo uma no ano passado, mas o caso foi encerrado enquanto Kristi Noem ainda ocupava o cargo de secretária de Segurança Interna.