Congresso dos EUA é abalado por mais escândalos sexuais - Axios

Os congressistas planejam criar um grupo bipartidário para combater condutas sexuais inadequadas na instituição.

O Congresso dos Estados Unidos está no centro de um dos maiores escândalos sexuais desde que o movimento #MeToo sacudiu o Capitólio em 2017 e 2018, relatou o site Axios na quarta-feira (13).

Nesta semana, uma assistente que supostamente recebia uma "atenção especial" do senador republicano Chuck Edwards, da Carolina do Norte, comentou com uma pessoa próxima que temia represálias por parte do congressista, que agora é investigado por sua conduta em relação a jovens assistentes do sexo feminino.

Em abril passado, dois parlamentares — Tony Gonzales, republicano do Texas, e Eric Swalwell, democrata da Califórnia — renunciaram em meio a acusações de conduta sexual inadequada.

Enquanto Edwards e Swalwell negam ter cometido qualquer tipo de irregularidade, Gonzales admitiu ter tido um caso com uma funcionária que posteriormente cometeu suicídio.

Grupo bipartidário

Diante do escândalo, o presidente da Câmara dos Representantes, Mike Johnson, republicano da Luisiana, e o líder da minoria, Hakeem Jeffries, democrata de Nova York, estão formando uma "aliança" bipartidária com grupos de mulheres republicanas e democratas para combater as condutas sexuais inadequadas.

"Todas as mulheres deveriam se sentir confortáveis e seguras ao trabalhar no Congresso. Como pai de duas filhas que trabalham no Capitólio, isso me afeta tanto quanto qualquer outra pessoa", declarou Johnson.