O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, afirmou nesta quarta-feira (13) que o agravamento da crise energética no país é resultado das restrições impostas pelos Estados Unidos ao fornecimento de combustível para a ilha.
Segundo o presidente cubano, o Sistema Electroenergético Nacional deve registrar déficit superior a 2 mil MW no horário de pico noturno. Díaz-Canel declarou que "esse dramático agravamento tem uma única causa: o genocida bloqueio energético ao qual os EUA submetem o nosso país".
De acordo com o chefe de Estado, 1.100 MW deixaram de ser gerados nesta quarta-feira devido à falta de combustível. Ele atribuiu a situação à política de sanções de Washington e à pressão exercida sobre países e empresas que mantêm relações comerciais com Cuba.
Na publicação, Díaz-Canel afirmou que a melhora parcial observada em abril demonstrou o impacto do abastecimento de combustível sobre o sistema elétrico. Segundo ele, a chegada de um navio permitiu reduzir o déficit energético e atenuar os apagões no país.
O presidente também criticou veículos de comunicação dos Estados Unidos e afirmou quea apenas parte da imprensa norte-americana reconheceu que "apesar das cruéis medidas de asfixia econômica e energética que os EUA decretaram, Cuba segue de pé, não é um estado falido".
Díaz-Canel declarou ainda que Washington tenta atribuir a crise a uma suposta má gestão do governo cubano, quando, segundo ele, a situação é consequência de um "perverso plano" destinado a ampliar as dificuldades econômicas da população.
O mandatário cubano também mencionou as medidas adotadas durante a administração anterior do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, incluindo sanções relacionadas ao fornecimento de combustível e às relações comerciais com a ilha.
Ao concluir a mensagem, Díaz-Canel afirmou que Cuba continuará aberta ao diálogo "em igualdade de condições" e que seguirá enfrentando as dificuldades "unidos como nação, e firmes para enfrentar os mais duros desafios".