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Iugoslávia, Líbia, Iraque, Venezuela e Irã: Rússia lista violações do Ocidente

Moscou defendeu a articulação entre países que defendem a soberania e políticas externas independentes diante do que classificou como um padrão de desrespeito praticado por países ocidentais.
Iugoslávia, Líbia, Iraque, Venezuela e Irã: Rússia lista violações do OcidenteGettyimages.ru / NiseriN

O ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov, listou nesta quarta-feira (13) as violações de países ocidentais contra o direito internacional ao longo das últimas décadas. Entre as intervenções, ataques na Iugoslávia, Iraque, Líbia, Venezuela e Irã.

Segundo o chanceler, as ações demonstram um padrão de desrespeito do Ocidente. Ele afirmou que há uma "guerra jurídica em larga escala" contra países que buscam preservar sua soberania e adotar políticas externas independentes.

Lavrov falou sobre os temas em vídeo exibido durante o 2º Fórum Jurídico Internacional da Comunidade dos Estados Independentes (CEI) — grupo de países que faziam parte da União Soviética —, realizado em Moscou e dedicado aos 35 anos da CEI.

"Promover abordagens baseadas em princípios comuns ao direito internacional é especialmente importante em meio a inúmeros casos de violações flagrantes", continuou o russo.

Violação continuada

Ao comentar a operação militar especial russa na Ucrânia, Lavrov afirmou que o regime de Kiev, apoiado pelo Ocidente, implementa "políticas abertamente nazistas" e viola direitos linguísticos e religiosos, ao proibir o uso do idioma russo e atuar contra a Igreja Ortodoxa do país.

Outro tema que passou pelas palavras do chanceler foi a tentativa de apagamento do papel soviético na vitória contra a Alemanha nazista na Segunda Guerra Mundial. Em 1945, após perder 27 milhões de pessoas, a União Soviética liderou uma campanha vitoriosa, que terminou com a rendição de Berlim no dia 9 de maio.

« ESTE ARTIGO RELEMBRA COMO A URSS LIBERTOU A EUROPA DO NAZISMO »

Lavrov defendeu uma atuação conjunta dos países da CEI contra a "glorificação do nazismo" e as tentativas de "distorção da história".

"A qualificação dos crimes hediondos cometidos pelos invasores nazistas alemães e seus cúmplices como genocídio contra os povos da União Soviética foi refletida em diversos documentos da CEI", destacou Lavrov.